A única ambição deste projeto é transmitir. Transmitir informação rigorosa, positivismo (sem esquecer os momentos de tristeza e dor) e carinho. Porque o afeto é a base de tudo.

O Cancro é muito mais que uma palavra, como também é muito mais do que uma doença. Centenas de palavras o definem, da mesma forma que muitas são as tipologias que o caracterizam. A investigação é imprescindível a par da humanização, uma palavra tão importante nos dias de hoje. Ambas devem ir lado a lado.

Por muito que investiguemos, os resultados só serão visíveis a longo prazo, entretanto, a sociedade deve cuidar das pessoas afetadas com a doença. A investigação tem trazido muita esperança, e os seus resultados estão visíveis no número crescente de sobreviventes, no entanto sabemos que estes resultados, não resolvem de todo o problema. O dia a dia depois de um cancro, não é fácil.

A técnica e a bioética devem ser implementadas paralelamente, de maneira sinérgica e complementar, para que o atendimento ao doente seja abrangente. A parte emocional é extremamente importante, porque a pessoa está a viver uma situação séria, uma doença que pode comprometer a sua vida. Se não cuidarmos dos doentes ou conseguirmo-nos colocar no lugar deles e formos empáticos, não seremos bons cuidadores. Temos de conhecer a intimidade dos tumores para tratá-los melhor, mas também precisamos conhecer a intimidade das pessoas que carregam o tumor. Oncogenes são encontrados em pessoas, seres humanos que sofrem, que têm medo, que têm dor e que têm necessidades.


Essa é a arte de cuidar.